Às Amigas e Amigos de 4 patinhas


LiraViver é andar a percorrer uma estrada com curvas tortuosas, subidas íngremes, descidas abismais e rectas longas…mas nunca com o fim à vista, a saída da estrada é sempre imprevisível. No percurso temos de contar com muitas variáveis que não controlamos e rotinas que podem ser verdadeiras armadilhas.
A vida pode escapa-se em qualquer idade. Não há ponderação possível que possa calcular quando o seu tempo vai expirar.
Esta realidade é para todos os seres vivos mas, neste momento, estou a pensar nos meus amigos e amigas que já tive de quatro patinhas. Ao longo da minha vida já foram muitos. Para eles a estrada da vida além de todos os perigos, não foi muito favorecida pela Mãe Natureza: mesmo que consigam fazer o percurso até ao fim este não vai muito além do início.
O primeiro amigo chamava-se Joli, o segundo Rex, e assim foram sucedendo-se uns aos outros. Alguns já não me lembro dos nomes, não por ter gostado menos deles, mas talvez porque as fases da minha própria vida terem ciclos e disponibilidades diferentes.
Estou agora a passar de novo por momentos já vividos: a angústia de ter de esperar que os dias passem para saber se a minha amiga mais recente, a Lira, vai ficar bem. Com apenas quatro anos de idade a Luna saiu da estrada da vida. Agora, a Lira com apenas um ano partiu uma perna e deverá ser hoje operada.
Disse o poeta João de Deus:
“A vida é sonho tão leve, Que se desfaz como a neve, E como o fumo se esvai: A vida dura um momento, Mais leve que o pensamento, A vida leva-a o vento, A vida é folha que cai!”

27.04 – A Lira saiu hoje, dia da clínica. Veio com uma cavilha dentro do osso e terá de ser novamente anestesiada no dia 10 de Maio para a retirar. A cirurgia correu bem, o mais difícil é mante-la em repouso. Para isso está no ginásio e presa. sai duas vezes de manhã e outras tantas de tarde para fazer xixi…e o resto quando tiver vontade, até agora ainda não teve. No dia 31 de Maio irá fazer Rx de controlo.

30.04.
Antes do previsto a Lira teve que voltar á clínica. A hiperactividade que lhe transtorna a vida…e a minha também, perturba-a tanto que só está passiva quando dorme. Nas suas travessuras constantes deu-lhe para começar a puxar o adesivo que prende a ligadura que está a fixar os ganchos de arame que estão cravados na coxa para fixar a cavilha que tem dentro do osso da perna para o fixar. Resultado: tiveram de consolidar o que foi desarranjado e aplicar um género de funil em plástico de modo a que só possa comer e beber mas não consiga chegar com o focinho a qualquer parte do corpo..

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Sobre antonilourenco

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