CHE GUEVARA


         Che: a lenda

                                                                                                                                                           

Ernesto Rafael Guevara de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che, nasceu em 14 de Junho, de 1928, na Argentina, e foi assassinado em 9 de Outubro de 1967. Quando veio ao mundo pertencia a uma família da classe média alta e antiperonista, regime que governava o país. Tinha dois anos quando sofreu o primeiro ataque de asma. Estudou grande parte do ensino fundamental com sua mãe em casa, onde havia uma biblioteca com cerca de três mil volumes com obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou na sua adolescência. Por volta dos 12 ou 13 anos lia frequentemente. Sabe-se que leu Júlio Verne, Alexandre Dumas, Baudelaire, Neruda e Freud aos 15 anos. Viviam em uma casa de estilo inglês, uma cottage chamada Villa Nidia. Foi titular do primeiro time de juniores do Velez Sarsfield.

Em 1944, os negócios da família de Che vão mal e Che emprega-se como funcionário da Câmara de uma vila nos arredores de Córdoba para ajudar as finanças em casa, sem deixar, contudo, de estudar. Em 1946, terminou o liceu. Os Guevara mudaram-se para Buenos Aires e Ernesto ingressou na universidade, estudando medicina. A situação económica continuou a deteriorar-se, foram obrigados a vender com prejuízo a plantação de mate que tinham desenvolvido. Na capital, Ernesto empregou-se outra vez como funcionário municipal e mais tarde numa tipografia, continuando, não obstante, o curso de medicina. Depois da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos aliados, a oposição a Juan Domingo Perón ganhou novo ânimo. Os estudantes constituíram a sua camada mais aguerrida, Che fez parte desses movimentos. 

Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, um bioquímico um pouco mais velho, percorrendo 10.000 km numa famosa moto Norton 500. Uma viagem com muitos percalços pelo meio. A moto ficou como símbolo dessa viagem mas não andou mais de 1500km. Observam, interessam-se por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela faz um diário. aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte. No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais tarde voltou à Argentina onde completou a licenciatura de medicina em 1953. Mas o seu caminho estava traçado: iria ser um lutador pelos mais desfavorecidos, não dentro dos tradicionais Partidos mas na luta armada. Para isso muito contribuiu a longa jornada com o seu amigo pela América do Sul e um emprego como Repórter Fotográfico que lhe permitiu visitar a Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Foi por causa da visão de tanta miséria e impotência e das lutas e sofrimentos que presenciou nessas viagens que o jovem médico Ernesto Guevara concluiu que a única maneira de acabar com todas as desigualdades sociais era promovendo mudanças na política administrativa mundial (sonho). Abreviando: Na sua passagem pela Guatemala, em dezembro de 1953, Che presencia a luta do recém-eleito presidente Jacob Arbenz Guzmán, liderando um governo de cunho popular, na tentativa de realizar reformas de base, eliminar o latifúndio, diminuir as desigualdades sociais e um dos principais objetivos, garantir a mulher no mercado de trabalho. No entretanto, Che conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua filha, Hildita.

Em 1954, no México , ele conhece Raul Castro que logo o apresentaria a seu irmão mais velho, Fidel Castro. Este organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho, ou M26, em referência ao assalto ao Quartel Moncada, onde  liderou uma acção militar na qual tentava tomar a principal prisão de presos políticos em Santiago. Guevara faz parte dos 72 homens que partem para Cuba em 1956 com Fidel Castro e dos quais só 12 sobreviveriam. É durante esse ataque que Che, após ser aprisionado, é duramente espancado pelos rebeldes, larga a maleta médica por uma caixa de munições de um companheiro abatido, um momento que tempos depois ele iria definir como o marco divisor na sua transição de doutor a revolucionário. Na verdade, já o tinha definido há muito.

 Factos mais marcantes na vida de Che depois da tomada de Cuba por Fidel:

 

Ao serviço de Cuba: Embaixador, Presidente do Banco Nacional,  Ministro da Indústria.

Che esteve oficialmente no Brasil em Agosto de 1961, quando foi condecorado pelo então presidente, Jânio Quadros, com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul; Em 8 de Agosto de 1961;  discursou numa reunião da OEA em Punta del Este; Em 1964 representou oficialmente Cuba nas Nações Unidas, tendo pronunciado um discurso em francês por ocasião da sua 19ª Assembleia Geral, em 11 de dezembro de 1964. Participou do Seminário Económico de Solidariedade Afro-asiática entre 22 e 27 de Fevereiro de 1965 em Alger, quando criticou publicamente, pela primeira vez, a política externa da União Soviética; 1965 deixa Cuba e parte para o Congo, onde chega em Abril com 100 cubanos “internacionais”. Comandante supremo da operação, actuou com o Codinome Tatu (do suaíle), e encontrou-se com Kabila. Por seu total desconhecimento da região, dos seus costumes, das suas crenças religiosas, das relações inter-tribais e da psicologia de seus habitantes, o "delírio africano" de Che resultou numa total decepção. 

Em seguida parte para a Bolívia onde estabelece uma base guerrilheira para lutar pela unificação dos países da América Latina e de onde pretendia invadir a Argentina. Enfrenta dificuldades com o terreno desconhecido, não recebe o apoio do partido comunista boliviano e não consegue conquistar a confiança dos poucos camponeses que moravam na região que escolheu para suas operações, quase desabitada. Nem Che nem nenhum de seus companheiros falavam a língua indígena local. Não teve grande sucesso no seu empreendimento. É cercado e capturado em 8 de Outubro de 1967 e executado no dia seguinte. Os boatos que correram sobre a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade real do guerrilheiro,  que se utilizou de uma miríade de documentos falsos, de vários países, para entrar e viver na Bolívia. A confusão estabelecida em torno do caso culminou no desaparecimento do seu corpo, que só foi encontrado trinta anos depois. Em 1997 seus restos mortais foram encontrados por pesquisadores numa vala comum, junto a outras ossadas, na cidade de Vallegrande, a cerca de 50 km de onde ocorreu a sua execução. Ficou-se a saber que as suas mãos tinham sido cortadas pelos pulsos.

 

A reprodução da imagem de Che Guevara, a partir de uma fotografia de Alberto Korda divulgada pela revista Paris Match em 1967, pouco antes de sua morte, é a mais difundida depois da de Jesus Cristo.

 

 

Che, o Filósofo:

 

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética."

"Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida"

"Ou nós somos capazes de destruir com argumentos as ideias contrárias, ou devemos deixar que se expressem. Não é possível destruir ideias pela força, porque isto bloqueia qualquer desenvolvimento livre de inteligência."   

 

"A farda modela o corpo e atrofia a mente"

"A sabedoria só nos chega quando já não precisamos dela"

"Não nego a necessidade objectiva do estímulo material, mas sou contrário a utilizá-lo como alavanca impulsora fundamental.

Porque então ela termina por impor sua própria força às relações entre os homens."

  

OBS.: Wikipedia 

 

Se cá estivesses Ché, tinhas que te render à verdade do último parágrafo da tua frase!



Porque me ocorreu colocar aqui a história, apenas com as principais ocorrências da sua vida  obviamente, deste homem que se tornou uma lenda com início na década de 60 do século XX, na América Latina, e que se viria a estender por todos os países livres do mundo? Ocorreu-me porque neste período de férias em que me encontro, descobri por acaso um livro que foi de um amigo de eleição, com quem partilhei na juventude os melhores e piores momentos, confidenciei o que sonhava ser a minha vida quando chegasse à idade da independência, com quem discutia o que lia porque partilhava-mos os livros, quem comprasse primeiro emprestava depois ao outro, com quem passei longas horas a disputar partidas de Ping Pong com os nervos à flor-da-pele e o suor a escorrer para os olhos numa luta de autênticos "inimigos" a lutar pela vitoria como se do resultado final dependesse a vida do perdedor, a quem em conversas de pura fantasia por falta de temas mais sérios ou apenas por relaxamento ocasional, eu lhe dizia que tinha um prenúncio de que a minha vida ia ser breve, achava-me muito frágil, era de facto franzino e débil, que ironia, o meu amigo que era bem constituído e na época tinha boa saúde, por isso nunca teve necessidade de se resguardar dos excessos aconteceu-lhe o que eu previa para mim. Foi por ter este amigo, que era da minha idade, mas politicamente  mais esclarecido, só mais tarde o percebi inequivocamente, que entendi colocar aqui neste blog o Che Guevara. Para voltar ao início, nesta ociosidade em que me encontro, propícia a rebuscar algumas coisas e arrumar outras, encontrei – “Viagem pela América” CHE GUEVARA -, que me foi emprestado pelo meu amigo antes de Junho de 1990, posteriormente já não seria possível.         

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Sobre antonilourenco

Gosto: ler; cinema; blogs; futebol; outros desportos; viagens; de viver.
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