Falar sobre AMAZON TOWER


 

ARIAÚ TORRES –  DA AMAZONIA HOTEL DE SELVA

“O Ariaú Amazon Towers

está localizado a 60 quilómetros noroeste  de Manaus – Brasil, ao longo da margem direita do Rio Negro, no Parque Nacional do Rio Negro. Em Harmonia com as copas das árvores da floresta, confortáveis acomodações permitem experimentar a observação de flora e fauna da região. A vista panorâmica aparentemente das torres de observação realçará este sentimento de vastidão e poder da natureza em sua plenitude.·
Inaugurado em 1987 é acessível por barco regional (2 horas), helicóptero (15 minutos) e lancha rápida (50 minutos). Acomodações: construídos sobre palafitas, (as Palafitas são contruções sob-pilotis de madeira muito utilizada nas margens dos rios, na Amazónia, do Pantanal, Brasil, ) ao nível da copa das árvores. Três piscinas refrescam os hóspedes do calor amazónico e duas torres de observação de 41 metros de altura. Possui um sistema de passarelas com mais de 8 quilómetros e um auditório panorâmico com vista para o rio Negro e floresta amazónica.
Suites panorâmicas com vistas incríveis para o rio/floresta, com todo o conforto de um hotel de primeira categoria, os apartamentos standard com ventilador e luxo com ar condicionado, todos com banheiro e varanda privativa,
salão de chá e lazer e espaço com Internet via satélite (conexão de 128 Kbps).

 

Dois restaurantes e quatro bares servem, com o paladar amazónico, os mais variados pratos e bebidas. Três refeições por dia em estilo bufete como pratos quentes como diversos tipos de carnes, aves, peixes da região, massas, feijão, arroz, sopa-do-dia, saladas diversas, pães feitos na hora, sumos de frutas da Amazónia, selecção de frutas exóticas, doces e sobremesas regionais completam a infra-estrutura de lazer.”

-Claro que nem tudo é tão completinho, parafraseando os brasileiros 

Mas o melhor, pelo menos para mim, é a excursão na floresta (incluindo passeio de canoa, caminhada na selva, pesca da piranha, visita a casa de nativos e passeio nocturno pelos pequenos afluentes para ver os Guias com as suas lanternas na procura de pequenos jacarés que estão metidos no meio de plantas de superfície e pegam neles com uma mão na cabeça e a outra pelo rabo. Puxam-no para a piroga e explicam coisas sobre o animal, deitando-o no rio suavemente quando acabam a palestra, ás vezes são ferrados.

Andamos sempre em  segurança com orientações de guias bem treinados.

Aprende-se muito com as incursões na Floresta: árvores com folhas que depois de passadas ligeiramente pela pele deixam o aroma que conhecemos de algum perfume que já compramos, de alguma pomada ou medicamento que também usamos, e outras que só lá se pode compreender.-    

 

Passeio nocturno pelos canais do Rio Negro

-Que silêncio ensurdecedor quando a piroga desliza por aquele emaranhado de canais, uns estreitos outros mais largos que ladeiam o grande Rio Negro. A piroga escorrega pela superfície da água levada por uma pequena corrente e vai sendo conduzida pela mão esquerda do guia que com suavidade manobra o leme para contornar as curvas que são bem visíveis porque vai um segundo guia de pé na frente com uma lanterna potente apontada às margens dos canais e de vez em quando, com uns golpes rápidos aponta à floresta para apreciarmos o imenso arvoredo que nos rodeia e abriga tantos e diversos animais barulhentos mas que tal como nós, humanos, têm o seu tempo para descansar .  Que contraste do dia com a noite: logo ao despontar a claridade todos eles, voadores, saltadores, rastejantes, “falam” ao mesmo tempo com linguagens diferente mas todas muito barulhentas e a quererem sobrepor-se umas ás outras;

 Ver dois rios, Negro e Solimões, juntarem-se e fundirem-se num só mas cada um com a sua identidade através das suas cores distintas e mantendo-as no seu percurso por dezenas de quilómetros dando uma largura imensa ao rio que mais para a frente passa a ser apenas um e a ter o nome de Rio Amazonas. Foi maravilhoso estar ali de barco a ter aquela  fantástica visão. Vou transcrever do ” INSTITUTO CIÊNCIA HOJE, do Rio de Janeiro, um artigo de Renata Carvalho”, sobre os rios, para quem não sabe tudo sobre eles, porque me parece interessante: –

O encontro do Negro com o Solimões
Estudo explica por que águas dos rios que formam o Amazonas não se misturam

A junção dos rios Negro e Solimões, formadores do rio Amazonas, é marcada por uma característica: suas águas escuras e claras, respectivamente, dão a impressão de correr lado a lado por quilómetros. Porém, o primeiro estudo sobre essa junção, feito pelo hidrólogo francês Alain Laraque, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, na sigla em francês), mostra que, na realidade, as águas do rio Solimões correm ao lado e por baixo do Negro. “O Solimões é muito mais potente que o Negro”, explica o geoquímico Patrick Seyler, director do órgão francês no Brasil.

Laraque identificou as características que diferenciam os rios e dificultam sua mistura com a ajuda de um aparelho de medição conhecido como correntômetro com efeito Doppler e uma sonda que mede a condutividade, temperatura e profundidade (CDT) das águas (veja imagem abaixo). 

O Solimões, originário dos Andes, traz muitas partículas em suspensão, o que explica sua cor esbranquiçada. Ele é muito mais denso que o Negro, tem condutividade eléctrica dez vezes superior e sua vazão e velocidade são cerca de três vezes maiores, o que faz com que ele ‘atropele’ o rio Negro. Este, por sua vez, tem temperatura mais alta e água mais ácida. “Eles são como água e óleo, não se misturam”, diz Seyler. A profundidade das águas é outra grande diferença entre os rios. A do Negro é de 30 a 35 metros, enquanto a do Solimões pode chegar a 80. “O fundo dos rios se situa abaixo do nível do mar”, explica o geoquímico. “Se eles parassem de correr, o mar invadiria Manaus.”

Doze quilómetros depois do encontro dos rios, as águas do Negro já estão bastante afectadas pelas do Solimões. No entanto, a homogeneização completa dos rios só acontece 100 quilómetros depois. Ela é retardada pela chegada, na margem esquerda do Amazonas, dos rios Preto da Eva e Urubu, de águas negras, e na margem direita, do Madeira (também de origem andina e águas brancas) e de um braço do Solimões que contorna a ilha de Careiro.

A pesquisa integra um projecto que tem por objectivo fazer toda a modelagem da Bacia Amazónica. Laraque, que no momento se encontra no Equador, estará de volta em breve para realizar mais medições. “Com o estudo completo, será possível fazer previsão de enchentes com 15 dias a um mês de antecedência”, garante Seyler. O fato de o rio Solimões correr também por baixo do Negro já havia sido observado pelos pescadores em seu dia-a-dia. Sempre que pescam na margem esquerda do rio, onde corre o Negro, eles jogam suas redes no fundo, de modo a capturar os peixes no Solimões, cujas partículas servem como alimento.

Renata Ramalho
Ciência Hoje/RJ
23/03/01

Falar desta maravilha do nosso planeta é um prazer sem limite e muito mais ainda quando se está a escrever revivendo essas reminiscências gravadas na memória desse lugar aonde tudo é intemporal e, momentos há, em que nos sentimos em êxtase contemplativo olhando para o papel mas estando ausente…perdido nesse paraíso. 

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Sobre antonilourenco

Gosto: ler; cinema; blogs; futebol; outros desportos; viagens; de viver.
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